Natal - Festa Real de Jesus
Suely Caldas Schubert / Carlos Augusto Abranches
Feliz Natal! Natal se aproxima. Bem antes do tempo as vitrines enfeitadas convidam as pessoas a se lembrarem da época dos presentes.
Nesta fase aguda de crise é preciso recordar mais vivamente que o tempo do Natal esta chegando e é necessário provar aos parentes e amigos que pensamos neles.
Feliz Natal! Para muitos, esta pequena frase não se realiza tão facilmente quanto é pronunciada.
Cercado de presentes, diante de iguarias, o ser humano não está feliz.
Nele, vai uma emoção tocada de incompletude, como se algo ou alguém estivesse faltando.
Lá fora, na noite, noutras casas onde a luz escasseia e a mesa é pobre também se ouve: Feliz Natal! Lá e aqui a Noite Feliz parece não significar quase nada, a não ser o estranho paradoxo de se ter que aparentar felicidade porque assim é estabelecido. Afinal, o que se está comemorando? Um repórter, em movimentada avenida, perguntando aos transeuntes, que saem das lojas com embrulhos e sacolas, o que se comemora no dia 25 de dezembro, possivelmente obtivesse respostas variadas entre estas alguém se lembrasse de dizer que é a data do nascimento de Jesus.
Mas, por mais que se procure o aniversariante, Ele não é encontrado.
Não há qualquer sinal nas ruas e lojas.
A exata compreensão do Natal sugere uma averiguação histórica quanto a data do nascimento de Jesus. Os pesquisadores não são unânimes em afirmar que ocorreu em dezembro, porque, na história do Cristianismo primitivo, os primeiros cristãos não tinham o hábito de celebrar o Natal, por considerarem a comemoração um costume pagão.
As primeiras observações acerca do nascimento aparecem por volta do ano 200. 0 dia 25 de dezembro foi mencionado em 336, o que não impedia que em outras datas também ocorressem os festejos, como, por exemplo, no dia 06 de janeiro, ate hoje é mantido pelas igrejas ortodoxas Orientais.
Com o passar dos séculos, o Natal foi deixando de ser uma festa de cunho religioso e passou a ganhar novos contornos, originários de culturas anteriores ao Cristianismo. Na Inglaterra, durante a Idade Media, o Natal transformou-se no dia mais alegre do ano, mas como esse estado de alma não era muito compatível com o "espírito sombrio" da época, os puritanos que encaravam a festa como pagã proibiram-na no país.
No ocidente, a celebração do Natal, anteriormente ligada ao nascimento de Jesus, aos poucos foi sendo modificada. A figura do Papai Noel, o bom velhinho, tornou-se um atrativo maior para as crianças, logo também para os adultos. As festas natalinas assumiram um caráter notadamente comercial, onde se estimula o consumismo desenfreado sob o pretexto de que esta é a época de se presentear os amigos e parentes.
Com tudo isso, Jesus foi sendo gradualmente substituído, de motivo central da festividade a elemento secundário na preferência popular, que resolveu homenagear outros ídolos.
Ele porém, dissera com convicção - "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos o lugar". Ao fazer tal afirmação, o Cristo garantiu que há lugar para todos, que a Ele cabe preparar.
Mas, e Ele? Que lugar ocupa no mundo atual? Será um lugar específico? Numa escala de valores, está em primeiro lugar? A civilização ocidental rotulada como cristã, todavia, é muito difícil encontrarmos o Cristo no Cristianismo presente. Parece que os homens o baniram, substituindo-o por outros modelos de heróis, que na verdade, não expressam nenhum dos valores cristãos.
Cultuam-se ídolos que se sobressaem pela força de seus músculos, pela facilidade de manter grande número de pessoas, pelas conquistas amorosas, pela adoção deliberada de extravagantes atitudes eróticas para a venda milionária de discos e livros.
Longe está o modelo do herói cristão, que traz à memória as figuras de Gandhi, Albert Schweitzerer, Madre Tereza de Calcutá e alguns poucos mais.
Por isso o Natal se distancia cada vez mais do seu real significado. 0 aniversariante, por certo, não se importaria de ser presenteado. Um dia uma mulher pecadora rendeu-lhe homenagens perfumando os Seus pés com essência de nardo, diante dos fariseus estupefatos e dos apóstolos um tanto constrangidos. 0 Mestre aceitou a oferenda porque sabia da atitude que a impulsionava. Todavia, quão distante esse gesto de humildade, respeito e amor da comercialização desenfreada que ocorre em nossos dias! Onde está Jesus neste Natal? Ele nos prepara o lugar. E que lugar lhe damos em nossa vida? No momento em que nossa cultura comemora esta data, vale a pena guardar na memória e no sentimento uma certeza: essa região, que o Mestre prepara para nós, começa no território do coração, e só com muito trabalho e comprometimento com o amor genuíno é que ampliamos horizontes seguros de nossa paz.
Isto equivale dizer que o homem reconheceria, então, o lugar do Cristo como o legítimo Governador Espiritual da Terra.
Na verdade, o Natal não significa somente o nascimento de Jesus, em um dia específico, diante das datas do mundo, mas também o nascimento do Cristo na consciência renovada do Homem Integral, em qualquer dia, a qualquer hora.
É com essa visão que Carmem Cinira traduz, em poesia, a festa real de Jesus:
"Natal!... 0 mundo é todo um lar festivo...
Claros guizos no ar vibram em bando...
E Jesus continua procurando
A humilde manjedoura do amor vivo.
Natal! Eis a Divina Redenção!...
Regozija-te e canta, renovado,
Mas não negues ao Mestre desprezado
A estalagem do proprio coração".
Revista O Reformador Ano 110, Dezembro, 1992, Nº 1965.
domingo, 16 de dezembro de 2007
domingo, 21 de outubro de 2007
Mês missionário
Outubro mês das missões.
Ser missionário significa que devemos levar o Evangelho a todas as pessoas. O Evangelho é o próprio Jesus Cristo que é a vida, a ressurreição, a alegria e a esperança. O Evangelho é o sol que ilumina os homens e as mulheres da terra para torná-los filhos autênticos de um Pai Eterno que os predestinou para serem felizes.
“Na vigília da sua Paixão, Jesus deixou como testamento aos discípulos, reunidos no Cenáculo para celebrar a Páscoa, o "novo mandamento do amor mandatum novum": "É isto que vos mando: que vos ameis uns aos outros" (Jo 15, 17). O amor fraterno que o Senhor pede aos seus "amigos" tem a sua fonte no amor paterno de Deus. O Apóstolo João observa: "Quem ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus" (1 Jo 4, 7). Portanto, para amar segundo Deus é necessário viver nele e dele: Deus é a primeira "casa" do homem, e somente quem nele habita arde com o fogo da caridade divina, capaz de "incendiar" o mundo. “
Mensagem do Papa Bento XVI “A caridade, alma da missão”
Todos são chamados a serem missionários:
O que você fará concretamente como batizado e missionário?
Rezar?
Visitar um doente?
Dar alimento para um faminto?
Dedicar o seu tempo conversando com alguem solitario?
Sorrir?
É simples ser um missionário, basta não esquecer que “A CARIDADE, É A ALMA DA MISSÃO”
Ser missionário significa que devemos levar o Evangelho a todas as pessoas. O Evangelho é o próprio Jesus Cristo que é a vida, a ressurreição, a alegria e a esperança. O Evangelho é o sol que ilumina os homens e as mulheres da terra para torná-los filhos autênticos de um Pai Eterno que os predestinou para serem felizes.
“Na vigília da sua Paixão, Jesus deixou como testamento aos discípulos, reunidos no Cenáculo para celebrar a Páscoa, o "novo mandamento do amor mandatum novum": "É isto que vos mando: que vos ameis uns aos outros" (Jo 15, 17). O amor fraterno que o Senhor pede aos seus "amigos" tem a sua fonte no amor paterno de Deus. O Apóstolo João observa: "Quem ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus" (1 Jo 4, 7). Portanto, para amar segundo Deus é necessário viver nele e dele: Deus é a primeira "casa" do homem, e somente quem nele habita arde com o fogo da caridade divina, capaz de "incendiar" o mundo. “
Mensagem do Papa Bento XVI “A caridade, alma da missão”
Todos são chamados a serem missionários:
O que você fará concretamente como batizado e missionário?
Rezar?
Visitar um doente?
Dar alimento para um faminto?
Dedicar o seu tempo conversando com alguem solitario?
Sorrir?
É simples ser um missionário, basta não esquecer que “A CARIDADE, É A ALMA DA MISSÃO”
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Mês da Bíblia
Setembro: mês da Bíblia!
“Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho!” (Salmo 119,105)
Setembro é o mês da Bíblia. Este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu no ano de 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja.
A Bíblia é hoje o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e que está em quase todas as casas. Serve de “alimento espiritual” para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca de construir um mundo melhor.
“Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça ” (2Tm 3,16). A Bíblia foi escrita por pessoas chamadas e escolhidas por Deus e que foram inspiradas através do Espírito Santo. Ela revela o projeto de Deus para o mundo; serve para que todos possamos crescer na fé e levar uma vida de acordo com o projeto de Deus. Por isso, ela é a grande “Carta de Amor” de Deus à Humanidade.
A Palavra de Deus nos revela o rosto de Deus e seu mistério. Ela é a história do Deus que caminhou com seu povo e do povo que caminhou com seu Deus. A Bíblia tem uma longa história, desde nossos pais e mães da fé (Abraão e Sara, Isaac e Rebeca, Jacó Lia e Raquel) passando por Moisés, pelos Profetas, até a vinda do Messias, e por fim a morte do último dos Doze Apóstolos quando foi escrito o último livro da Bíblia (o Apocalipse, escrito no final do I século). A Palavra de Deus demorou em torno de dois mil anos para ser escrita. Muitas pessoas fizeram parte desta história: homens, mulheres, crianças, jovens, anciãos... Por isso, podemos dizer que a Bíblia é um livro feito em mutirão.
Passaram-se os tempos, os anos, mudaram muitas coisas, impérios cresceram e caíram, tantas idéias foram superadas, mas a Palavra de Deus continua “viva e eficaz” (Hb 4,12), pois “ela permanece para sempre” (1Pd 1,25). Embora o mundo busca outros caminhos, sempre existiram pessoas e comunidades que foram fiéis, que buscaram nas Palavras Sagradas a fonte para sua inspiração, para continuar vivendo e realizando o projeto de Deus.
Mais do que história, a Bíblia é portadora de uma mensagem. Ela é capaz de denunciar e anunciar. Ela denuncia as injustiças, os pecados, as situações desumanas, de pobreza, exploração e exclusão em que vivem tantos irmãos nossos. Foi isso que fizeram os Profetas e também Jesus Cristo em algumas ocasiões, pois toda situação de injustiça e pecado é contrária ao projeto de Deus. Mas a Bíblia é, sobretudo, um livro de anúncio. Ela proclama a boa notícia vinda de Deus: Ele nos ama e nos quer bem! Ele é o Deus que caminha conosco, que está ao nosso lado e nos dá força e coragem! Foi Deus que enviou ao mundo seu Filho Jesus Cristo. Ele veio nos trazer a Boa Notícia do Reino; veio nos trazer a Salvação, o perdão dos pecados. É através da fé em Jesus Cristo que nos tornamos filhos de Deus.
Na Bíblia encontramos textos para as diversas situações da vida. Ela ajuda a fortalecer a nossa fé; é útil na nossa formação, nos momentos de crises e dificuldades, na dor, na doença ou na alegria... Para todas as realidades encontramos textos apropriados.
Todos podemos e devemos ler, estudar e conhecer a Palavra de Deus. É certo que na Bíblia encontramos alguns textos difíceis. A Bíblia mesmo diz isso (veja 2Pd 3,16¸ At 8,30-31; Dn 9,2; etc). Certas passagens foram escritas dentro de uma realidade diferente da nossa. Precisam ser interpretadas e atualizadas. Por isso, quando não entendemos um texto, é melhor passar adiante, buscar outra passagem. O Pe. Zezinho nos ensina cantando: “Dai-me a palavra certa, na hora certa, do jeito certo e pra pessoa certa”. É recomendável fazer um curso, uma Escola Bíblica ou estudar em grupos. Tudo isso ajuda a entender melhor a Bíblia.
Na verdade, todo mês devia ser Mês da Bíblia; todo dia devia ser Dia da Bíblia. Por isso, a Bíblia não pode ser apenas um ornamento em nossa casa. A Palavra de Deus deve ser o nosso alimento de cada dia e buscar nela o sustento para a nossa vida.
“Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho!” (Salmo 119,105)
Setembro é o mês da Bíblia. Este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu no ano de 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja.
A Bíblia é hoje o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e que está em quase todas as casas. Serve de “alimento espiritual” para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca de construir um mundo melhor.
“Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça ” (2Tm 3,16). A Bíblia foi escrita por pessoas chamadas e escolhidas por Deus e que foram inspiradas através do Espírito Santo. Ela revela o projeto de Deus para o mundo; serve para que todos possamos crescer na fé e levar uma vida de acordo com o projeto de Deus. Por isso, ela é a grande “Carta de Amor” de Deus à Humanidade.
A Palavra de Deus nos revela o rosto de Deus e seu mistério. Ela é a história do Deus que caminhou com seu povo e do povo que caminhou com seu Deus. A Bíblia tem uma longa história, desde nossos pais e mães da fé (Abraão e Sara, Isaac e Rebeca, Jacó Lia e Raquel) passando por Moisés, pelos Profetas, até a vinda do Messias, e por fim a morte do último dos Doze Apóstolos quando foi escrito o último livro da Bíblia (o Apocalipse, escrito no final do I século). A Palavra de Deus demorou em torno de dois mil anos para ser escrita. Muitas pessoas fizeram parte desta história: homens, mulheres, crianças, jovens, anciãos... Por isso, podemos dizer que a Bíblia é um livro feito em mutirão.
Passaram-se os tempos, os anos, mudaram muitas coisas, impérios cresceram e caíram, tantas idéias foram superadas, mas a Palavra de Deus continua “viva e eficaz” (Hb 4,12), pois “ela permanece para sempre” (1Pd 1,25). Embora o mundo busca outros caminhos, sempre existiram pessoas e comunidades que foram fiéis, que buscaram nas Palavras Sagradas a fonte para sua inspiração, para continuar vivendo e realizando o projeto de Deus.
Mais do que história, a Bíblia é portadora de uma mensagem. Ela é capaz de denunciar e anunciar. Ela denuncia as injustiças, os pecados, as situações desumanas, de pobreza, exploração e exclusão em que vivem tantos irmãos nossos. Foi isso que fizeram os Profetas e também Jesus Cristo em algumas ocasiões, pois toda situação de injustiça e pecado é contrária ao projeto de Deus. Mas a Bíblia é, sobretudo, um livro de anúncio. Ela proclama a boa notícia vinda de Deus: Ele nos ama e nos quer bem! Ele é o Deus que caminha conosco, que está ao nosso lado e nos dá força e coragem! Foi Deus que enviou ao mundo seu Filho Jesus Cristo. Ele veio nos trazer a Boa Notícia do Reino; veio nos trazer a Salvação, o perdão dos pecados. É através da fé em Jesus Cristo que nos tornamos filhos de Deus.
Na Bíblia encontramos textos para as diversas situações da vida. Ela ajuda a fortalecer a nossa fé; é útil na nossa formação, nos momentos de crises e dificuldades, na dor, na doença ou na alegria... Para todas as realidades encontramos textos apropriados.
Todos podemos e devemos ler, estudar e conhecer a Palavra de Deus. É certo que na Bíblia encontramos alguns textos difíceis. A Bíblia mesmo diz isso (veja 2Pd 3,16¸ At 8,30-31; Dn 9,2; etc). Certas passagens foram escritas dentro de uma realidade diferente da nossa. Precisam ser interpretadas e atualizadas. Por isso, quando não entendemos um texto, é melhor passar adiante, buscar outra passagem. O Pe. Zezinho nos ensina cantando: “Dai-me a palavra certa, na hora certa, do jeito certo e pra pessoa certa”. É recomendável fazer um curso, uma Escola Bíblica ou estudar em grupos. Tudo isso ajuda a entender melhor a Bíblia.
Na verdade, todo mês devia ser Mês da Bíblia; todo dia devia ser Dia da Bíblia. Por isso, a Bíblia não pode ser apenas um ornamento em nossa casa. A Palavra de Deus deve ser o nosso alimento de cada dia e buscar nela o sustento para a nossa vida.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Eucaristia e Vida Consagrada
Eucaristia, gratidão! Eucaristia é Jesus, O Filho é todo gratidão: tudo recebe, tudo entrega. Amor recebido e agradecido! O Pai é o Amor Frontal. O Filho é a imagem do Pai que dá. Ele é o reflexo da gratuidade do Pai. Tudo o que vê fazer o Pai, Ele faz.
Este é o primeiro ponto: Jesus se revela como Amor doação. Veio para dar a vida. Há maior alegria em dar do que em receber. Ao dar a vida mostra o amor que o possui, o seu Espírito. Jesus está totalmente voltado para o Pai e para nós: Corpo entregue, Sangue derramado. Disse: “Desejei ardentemente comer esta Ceia..., para que saibam que amo o Pai”. Essa é a marca do discípulo de Jesus: a doação, a gratuidade. Jesus é todo ser para o Pai e todo para nós. Este é o sentido da Última Ceia: gratuidade do amor do Pai e Amor-doação.
Aprender com Deus o amor-doação. Assim, aprenderemos a doar-nos aos irmãos. Somos consagrados a Deus para a missão. Uma vida cristã consagrada é a atração de ser reflexo da alegria de Jesus-doação. Desde crianças somos atraídos por esta misteriosa vontade de dar tudo. Quem não dá tudo, não dá nada: com o Absoluto não se regateia, dizia o Padre Leonel Franca. Jesus dá tudo. O amor, se não for total, será frágil e transitório.
O núcleo da vida consagrada é a experiência deste absoluto. É a experiência de ser plenamente possuído por Deus. Alegria de ser possuído por este Amor. Razão do voto de castidade! Castidade, celibato, entrega de tudo, coração que se doa plenamente... Somos lançados no mundo para dar vida. Jesus-doação, a alegria da doação: Sou todo teu! Jesus-atração: esse Amor nos faz ser plenamente d’Aquele que nos ama.
Segundo ponto: nas palavras e nos gestos de Jesus há anseio de comunhão e unidade: Nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo, pois participamos todos desse único Pão (1Cor 10,17). A paixão de Jesus é a unidade: Que todos sejam um como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti (Jo 17,21). É experiência de saída de si, união radical: para poder comungar com os outros é necessário sair de si. Esta é a origem, a fonte de estima, respeito, apreço do outro: Sou todo de Deus para os outros. Não só para os outros, mas com os outros.
Jesus nos congrega, nos reúne, nos torna Igreja (qahal). Jesus, na Eucaristia é dinamismo de comunhão: banquete, festa, família! A vida consagrada é ser todo de Deus com os outros: Não há mais judeu ou grego, escravo ou homem livre, homem ou mulher... (Gl 3,28). Nós, discípulos e discípulas de Jesus, nunca podemos ter um projeto de vida intimista.
A Igreja nasce da Eucaristia. Quem nos faz Igreja é Jesus, que nos dá Seu Corpo e Seu Sangue. Deus nos ama a todos, como u’a Mãe ama seus filhos. Estamos unidos, pois somos igualmente amados. Os discípulos de Jesus têm, como sinal, a união: Tendo amado os seus, amou-os até o fim (Jo 13,1). Pessoas diferentes podem sentar-se à mesma mesa. Dizemos: Vou comungar! Isto é: Vou entrar em comunhão!
Aqui está também a segunda marca da vida consagrada: a razão de estarmos juntos em comunidade, apesar de nossas diferenças, é Jesus Cristo. A vida consagrada coloca em evidência a comunhão. A Igreja não nos dispensa de ouvir o amor do Senhor (preceito dominical!). Quem não ouve, quem esquece o Amor, se perde na solidão. A certeza de que somos amados une em comunidade. Hora de reconciliação, hora de perdão, hora de comunhão, hora de sairmos juntos para a missão...
Terceiro ponto: Jesus veio para cumprir uma missão de salvação. Ele veio re-unir o que estava disperso. De dois povos fez um. Jesus, na Eucaristia, cumpre a vontade do Pai, realiza a Sua missão. Obedecer é ouvir a vontade do Pai. O importante é a sintonia de coração: Se é para servir, para ajudar, eu vou! Na Última Ceia, Jesus celebra a nova e eterna Aliança, a alegria de cumprir a missão do Pai: Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito... Tudo está consumado! Entrar em missão! Missão é uma palavra ligada à obediência: Senhor, hoje, para mim, qual é a minha missão? Minha alegria é fazer a vontade do Pai.
Castidade, pobreza, obediência é olhar para Cristo. Jesus sai de Si, entrega-Se ao Pai, e nos reúne em comunhão. Assim, Ele nos leva a cumprir a vontade de Deus. Missão não é apenas pegar a mala e partir para um lugar distante. É cumprir a vontade de Deus: nova dimensão da vida missionária. A vida consagrada é sempre missionária. Teresinha do Menino Jesus, a Irmã lavando pratos, a pessoa inválida... A missão está aí, onde você está. A obediência consiste em sintonizar com o projeto de Deus dia-a-dia.
A Vida consagrada é sempre doação, comunhão e missão. A imitação de Cristo nos faz felizes. A vida consagrada é experiência de Amizade. Jesus nos mostra a alegria de cumprir a vontade de Deus: exultação no Espírito (Mt 11,25). Cristo, todo possuído pela alegria do Pai, antecipação da vida plena...
Jesus parte o pão e o distribui. A partilha: os primeiros cristãos colocavam tudo em comum (ver At 2,42-47: a fração – a partilha - do pão). A Eucaristia coloca em nosso coração a paixão pelo outro, pelo pobre, o que mais precisa:
1. Doação total;
2. Gera dinamismo de comunhão;
3. E nos leva ao serviço.
Quem recebe o Corpo do Senhor, quem entra em comunhão com Ele, tem de servir ao irmão. É sintonia com a quênose de Cristo. Jesus escolheu um estilo de vida solidária com os outros, os pobres, os doentes, os pequenos. A Eucaristia questiona, entre em conflito com injustiça. O serviço é fruto da Eucaristia. Jesus está nos convidando a fazer o quê? Qual é o nosso compromisso? É o compromisso de acabar com a miséria crescente em nosso país. Teríamos de nos organizar melhor. Não falta inteligência. Falta coração.
(...) Que recomendar para o bem dos pobres?
1. Dignidade da pessoa;
2. Reajustar a dívida externa;
3. Lutar contra o racismo;
4. Habilitação tecnológica d ajuventude pobre, pelo estudo;
5. África: criar um fundo de ajuda;
6. Fundo de alimentação para os países pobres.
7. Um paquistanês recomenda a aceitação do amor, a partilha, não estudar demais, não vestir demais e nunca aceitar dinheiro do governo...
Dois testemunhos:
1. Um bispo auxiliar do Vietnã, que passou longos anos preso (n.r.: o depois Cardeal François-Xavier Van Thouin). Pedia um pouco de vinho como remédio, e assim celebrava e comungava todos os dias.
2. Uma religiosa dava de comer a um mendigo. O mendigo jogou a sopa no rosto dela. Ela pegou outro prato de sopa e continuou dando-lhe de comer.
Desigualdade social existe por falta de força da fé: Quem chama Deus de Pai não tem medo nem da morte (Cardeal Martini). Não basta contestar. Precisamos nos examinar: eu, o que estou fazendo para diminuir a injustiça?
Maria, a Primeira Discípula de Jesus, abre o coração para dizer “Sim!” ao projeto do Pai. Coração aberto às necessidades dos irmãos, vamos redescobrir a alegria da doação!
(Artigo de Dom Luciano Mendes de Almeida, SJ 20/01/07)
Este é o primeiro ponto: Jesus se revela como Amor doação. Veio para dar a vida. Há maior alegria em dar do que em receber. Ao dar a vida mostra o amor que o possui, o seu Espírito. Jesus está totalmente voltado para o Pai e para nós: Corpo entregue, Sangue derramado. Disse: “Desejei ardentemente comer esta Ceia..., para que saibam que amo o Pai”. Essa é a marca do discípulo de Jesus: a doação, a gratuidade. Jesus é todo ser para o Pai e todo para nós. Este é o sentido da Última Ceia: gratuidade do amor do Pai e Amor-doação.
Aprender com Deus o amor-doação. Assim, aprenderemos a doar-nos aos irmãos. Somos consagrados a Deus para a missão. Uma vida cristã consagrada é a atração de ser reflexo da alegria de Jesus-doação. Desde crianças somos atraídos por esta misteriosa vontade de dar tudo. Quem não dá tudo, não dá nada: com o Absoluto não se regateia, dizia o Padre Leonel Franca. Jesus dá tudo. O amor, se não for total, será frágil e transitório.
O núcleo da vida consagrada é a experiência deste absoluto. É a experiência de ser plenamente possuído por Deus. Alegria de ser possuído por este Amor. Razão do voto de castidade! Castidade, celibato, entrega de tudo, coração que se doa plenamente... Somos lançados no mundo para dar vida. Jesus-doação, a alegria da doação: Sou todo teu! Jesus-atração: esse Amor nos faz ser plenamente d’Aquele que nos ama.
Segundo ponto: nas palavras e nos gestos de Jesus há anseio de comunhão e unidade: Nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo, pois participamos todos desse único Pão (1Cor 10,17). A paixão de Jesus é a unidade: Que todos sejam um como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti (Jo 17,21). É experiência de saída de si, união radical: para poder comungar com os outros é necessário sair de si. Esta é a origem, a fonte de estima, respeito, apreço do outro: Sou todo de Deus para os outros. Não só para os outros, mas com os outros.
Jesus nos congrega, nos reúne, nos torna Igreja (qahal). Jesus, na Eucaristia é dinamismo de comunhão: banquete, festa, família! A vida consagrada é ser todo de Deus com os outros: Não há mais judeu ou grego, escravo ou homem livre, homem ou mulher... (Gl 3,28). Nós, discípulos e discípulas de Jesus, nunca podemos ter um projeto de vida intimista.
A Igreja nasce da Eucaristia. Quem nos faz Igreja é Jesus, que nos dá Seu Corpo e Seu Sangue. Deus nos ama a todos, como u’a Mãe ama seus filhos. Estamos unidos, pois somos igualmente amados. Os discípulos de Jesus têm, como sinal, a união: Tendo amado os seus, amou-os até o fim (Jo 13,1). Pessoas diferentes podem sentar-se à mesma mesa. Dizemos: Vou comungar! Isto é: Vou entrar em comunhão!
Aqui está também a segunda marca da vida consagrada: a razão de estarmos juntos em comunidade, apesar de nossas diferenças, é Jesus Cristo. A vida consagrada coloca em evidência a comunhão. A Igreja não nos dispensa de ouvir o amor do Senhor (preceito dominical!). Quem não ouve, quem esquece o Amor, se perde na solidão. A certeza de que somos amados une em comunidade. Hora de reconciliação, hora de perdão, hora de comunhão, hora de sairmos juntos para a missão...
Terceiro ponto: Jesus veio para cumprir uma missão de salvação. Ele veio re-unir o que estava disperso. De dois povos fez um. Jesus, na Eucaristia, cumpre a vontade do Pai, realiza a Sua missão. Obedecer é ouvir a vontade do Pai. O importante é a sintonia de coração: Se é para servir, para ajudar, eu vou! Na Última Ceia, Jesus celebra a nova e eterna Aliança, a alegria de cumprir a missão do Pai: Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito... Tudo está consumado! Entrar em missão! Missão é uma palavra ligada à obediência: Senhor, hoje, para mim, qual é a minha missão? Minha alegria é fazer a vontade do Pai.
Castidade, pobreza, obediência é olhar para Cristo. Jesus sai de Si, entrega-Se ao Pai, e nos reúne em comunhão. Assim, Ele nos leva a cumprir a vontade de Deus. Missão não é apenas pegar a mala e partir para um lugar distante. É cumprir a vontade de Deus: nova dimensão da vida missionária. A vida consagrada é sempre missionária. Teresinha do Menino Jesus, a Irmã lavando pratos, a pessoa inválida... A missão está aí, onde você está. A obediência consiste em sintonizar com o projeto de Deus dia-a-dia.
A Vida consagrada é sempre doação, comunhão e missão. A imitação de Cristo nos faz felizes. A vida consagrada é experiência de Amizade. Jesus nos mostra a alegria de cumprir a vontade de Deus: exultação no Espírito (Mt 11,25). Cristo, todo possuído pela alegria do Pai, antecipação da vida plena...
Jesus parte o pão e o distribui. A partilha: os primeiros cristãos colocavam tudo em comum (ver At 2,42-47: a fração – a partilha - do pão). A Eucaristia coloca em nosso coração a paixão pelo outro, pelo pobre, o que mais precisa:
1. Doação total;
2. Gera dinamismo de comunhão;
3. E nos leva ao serviço.
Quem recebe o Corpo do Senhor, quem entra em comunhão com Ele, tem de servir ao irmão. É sintonia com a quênose de Cristo. Jesus escolheu um estilo de vida solidária com os outros, os pobres, os doentes, os pequenos. A Eucaristia questiona, entre em conflito com injustiça. O serviço é fruto da Eucaristia. Jesus está nos convidando a fazer o quê? Qual é o nosso compromisso? É o compromisso de acabar com a miséria crescente em nosso país. Teríamos de nos organizar melhor. Não falta inteligência. Falta coração.
(...) Que recomendar para o bem dos pobres?
1. Dignidade da pessoa;
2. Reajustar a dívida externa;
3. Lutar contra o racismo;
4. Habilitação tecnológica d ajuventude pobre, pelo estudo;
5. África: criar um fundo de ajuda;
6. Fundo de alimentação para os países pobres.
7. Um paquistanês recomenda a aceitação do amor, a partilha, não estudar demais, não vestir demais e nunca aceitar dinheiro do governo...
Dois testemunhos:
1. Um bispo auxiliar do Vietnã, que passou longos anos preso (n.r.: o depois Cardeal François-Xavier Van Thouin). Pedia um pouco de vinho como remédio, e assim celebrava e comungava todos os dias.
2. Uma religiosa dava de comer a um mendigo. O mendigo jogou a sopa no rosto dela. Ela pegou outro prato de sopa e continuou dando-lhe de comer.
Desigualdade social existe por falta de força da fé: Quem chama Deus de Pai não tem medo nem da morte (Cardeal Martini). Não basta contestar. Precisamos nos examinar: eu, o que estou fazendo para diminuir a injustiça?
Maria, a Primeira Discípula de Jesus, abre o coração para dizer “Sim!” ao projeto do Pai. Coração aberto às necessidades dos irmãos, vamos redescobrir a alegria da doação!
(Artigo de Dom Luciano Mendes de Almeida, SJ 20/01/07)
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Dia dos Pais
Estamos no mês das vocações e no próximo domingo 12/08 estaremos celebrando o dia dos pais, porque ser pai é uma vocação, um dom de Deus. Que Deus possa abençoar a todos os pais, em especial a todos os pais da nossa comunidade. Feliz dia dos Pais! Gostaria de deixar à todos um depoimento(testemunho) de um pai que teve um filho anencéfalo(sem cérebro.
Um pai até o fim:
Anencefalia x Liberdade
Paulo Tominaga
Após ter um filho anencéfalo no ano passado, é com pesar que vejo como o tema tem sido tratado desde a recente decisão de um dos ministros do STF, na qual se assegura às mães o direito de dispor da vida daqueles que venham a gerar. É interessante notar como apenas de modo passageiro se faz referência a estas pequenas pessoas, ficando a tônica da discussão sobre um tal ''direito à liberdade de escolha'' dos adultos envolvidos no caso. Como se a gravidez correspondesse apenas a uma vida - a da mãe -, podendo prescindir da existência do filho.
Este enfoque parece ilustrar como o egoísmo impera em nossa sociedade. Sempre tinha ouvido falar no amor da mãe por seus filhos como o mais excelso tipo de amor possível. E desde os antigos gregos, este costumava ser indicado, para todos, como um ideal a ser alcançado, na relação com os demais.
Hoje, o que parece preponderar como meta é outra espécie de ''amor'', verdadeiro culto religioso, por uma triste caricatura de ''liberdade'', entendida como absoluta falta de compromissos. Não mais se aceita, nem mesmo, o compromisso de se preservar a vida de um filho, se este não puder corresponder às expectativas de seus pais ou - o que é pior - da maioria da sociedade. Neste quadro, fica claro que, para alguns, só se
tem filhos para uma satisfação da auto-estima, como parte de um projeto pessoal ou para que possam, de certa forma, ''divertirem-se'' com as crianças, utilizando-os, como se fossem um objeto qualquer. Se não há a perspectiva de que uma criança venha a proporcionar alegrias aos pais, então é melhor descartá-la o quanto antes - no ventre da mulher, de preferência -, pois assim termina logo esta existência ''insuportável e sem sentido''!
Uma pessoa não pode ser eliminada simplesmente porque não é como nós gostaríamos que fosse. Criam-se teorias e mais teorias para tentar encobrir o óbvio: está se matando uma pessoa, em nome de se ''eliminar os terríveis sofrimentos, verdadeira tortura'', que sua existência causa a sua mãe, a seu pai. Além do mais, dizem, esta criança está condenada à morte, de qualquer forma. Assim, apenas se está antecipando aquilo que naturalmente iria ocorrer em pouco tempo.
Amigos, a criança já terá uma vida breve. Que saibamos respeitá-la. Posso assegurar, por experiência própria, que este caminho conduz a um crescimento grande no amor entre os cônjuges, e na capacidade de se doar aos demais filhos. Filhos que virão, com certeza, como veio para nós neste ano o pequeno Rafael, talvez a demonstração mais palpável de que não há qualquer ''trauma'' no caso, se os pais souberem agir com serenidade.
Se realmente desejam ajudar aos que passam por tais situações, saibam tratar do tema com um enfoque prático que não distorça a realidade mais óbvia, querendo criar teorias para esconder uma vida ou afirmar cegamente que este filho nunca existiu. O problema de saúde, a má formação da criança, é um fato que atualmente não se pode reverter. A questão não está apenas no que se deve fazer durante a gestação. O grande problema, para os pais - e para a mãe, em especial - é como lidar com o fato ocorrido, depois de este período ter acabado. Porque não é possível se esquecer de um filho: ficará para toda a vida a recordação destes dias. E então, ou a mãe irá se lembrar de que, não podendo ajudar seu filho, matou-o, porque ele não era nem poderia vir a ser como se desejava que ele fosse; ou irá se lembrar, com carinho e ternura, de que seu filho, que teve uma breve existência, foi sempre amado e respeitado.
Amem seus filhos. Garanto que vale a pena.
Paulo Tominaga, Mestre em Ciência da Computação, engenheiro pela Unicamp, advogado, atualmente é Consultor do Núcleo Jurídico do PRODASEN - Senado Federal. Tem três filhos, sendo que o segundo, já falecido, era anencéfalo.
Um pai até o fim:
Anencefalia x Liberdade
Paulo Tominaga
Após ter um filho anencéfalo no ano passado, é com pesar que vejo como o tema tem sido tratado desde a recente decisão de um dos ministros do STF, na qual se assegura às mães o direito de dispor da vida daqueles que venham a gerar. É interessante notar como apenas de modo passageiro se faz referência a estas pequenas pessoas, ficando a tônica da discussão sobre um tal ''direito à liberdade de escolha'' dos adultos envolvidos no caso. Como se a gravidez correspondesse apenas a uma vida - a da mãe -, podendo prescindir da existência do filho.
Este enfoque parece ilustrar como o egoísmo impera em nossa sociedade. Sempre tinha ouvido falar no amor da mãe por seus filhos como o mais excelso tipo de amor possível. E desde os antigos gregos, este costumava ser indicado, para todos, como um ideal a ser alcançado, na relação com os demais.
Hoje, o que parece preponderar como meta é outra espécie de ''amor'', verdadeiro culto religioso, por uma triste caricatura de ''liberdade'', entendida como absoluta falta de compromissos. Não mais se aceita, nem mesmo, o compromisso de se preservar a vida de um filho, se este não puder corresponder às expectativas de seus pais ou - o que é pior - da maioria da sociedade. Neste quadro, fica claro que, para alguns, só se
tem filhos para uma satisfação da auto-estima, como parte de um projeto pessoal ou para que possam, de certa forma, ''divertirem-se'' com as crianças, utilizando-os, como se fossem um objeto qualquer. Se não há a perspectiva de que uma criança venha a proporcionar alegrias aos pais, então é melhor descartá-la o quanto antes - no ventre da mulher, de preferência -, pois assim termina logo esta existência ''insuportável e sem sentido''!
Uma pessoa não pode ser eliminada simplesmente porque não é como nós gostaríamos que fosse. Criam-se teorias e mais teorias para tentar encobrir o óbvio: está se matando uma pessoa, em nome de se ''eliminar os terríveis sofrimentos, verdadeira tortura'', que sua existência causa a sua mãe, a seu pai. Além do mais, dizem, esta criança está condenada à morte, de qualquer forma. Assim, apenas se está antecipando aquilo que naturalmente iria ocorrer em pouco tempo.
Amigos, a criança já terá uma vida breve. Que saibamos respeitá-la. Posso assegurar, por experiência própria, que este caminho conduz a um crescimento grande no amor entre os cônjuges, e na capacidade de se doar aos demais filhos. Filhos que virão, com certeza, como veio para nós neste ano o pequeno Rafael, talvez a demonstração mais palpável de que não há qualquer ''trauma'' no caso, se os pais souberem agir com serenidade.
Se realmente desejam ajudar aos que passam por tais situações, saibam tratar do tema com um enfoque prático que não distorça a realidade mais óbvia, querendo criar teorias para esconder uma vida ou afirmar cegamente que este filho nunca existiu. O problema de saúde, a má formação da criança, é um fato que atualmente não se pode reverter. A questão não está apenas no que se deve fazer durante a gestação. O grande problema, para os pais - e para a mãe, em especial - é como lidar com o fato ocorrido, depois de este período ter acabado. Porque não é possível se esquecer de um filho: ficará para toda a vida a recordação destes dias. E então, ou a mãe irá se lembrar de que, não podendo ajudar seu filho, matou-o, porque ele não era nem poderia vir a ser como se desejava que ele fosse; ou irá se lembrar, com carinho e ternura, de que seu filho, que teve uma breve existência, foi sempre amado e respeitado.
Amem seus filhos. Garanto que vale a pena.
Paulo Tominaga, Mestre em Ciência da Computação, engenheiro pela Unicamp, advogado, atualmente é Consultor do Núcleo Jurídico do PRODASEN - Senado Federal. Tem três filhos, sendo que o segundo, já falecido, era anencéfalo.
terça-feira, 31 de julho de 2007
Toca de Assis
"A Toca nasceu na rua. Hoje é uma rua murada.
É uma Fraternidade de Amor, Adoração e Acolhimento.
A Toca de Assis é uma Fraternidade Católica que se inspirou nos ensinamentos de São Francisco, em seu zelo eucarístico e amor aos pobres.
É formada pelos religiosos, os Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento, Instituto de Vida Consagrada não clerical, e também pelos leigos, que não aspiram a vida religiosa, mas vivem o carisma. Os leigos assumem o compromisso de servir a Fraternidade, auxiliando as Casas Fraternas em suas necessidades vivendo juntamente com os Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento o carisma de adoração e cuidado aos pobres sofredores.
No centro dessa família está Jesus Sacramentado e nossos pequeninos.
Também faz parte de nossa família os amigos e benfeitores, aqueles que se comprometem mensalmente com doações para o sustento de nossas casas, sendo canal da providência de Deus no nosso dia-a-dia.
Somos uma grande família!
Por que o nome Toca de Assis?
"O feliz pai Francisco e seus filhos viviam em comum oração e silêncio, num lugar perto de Assis, chamado Rivotorto, onde encontraram uma toca ou uma cabana abandonada, era tão apertada que ali mal podiam sentar ou repousar. E muitas vezes não tendo pão comiam rabanetes que mendigavam. Lá se escondiam das chuvas. Após três anos de profunda vivência de amor e fraternidade, este lugar foi transformado em um local de acolhimento dos pobres e leprosos." (Legenda dos Três companheiros, 13)
Na introdução acima, vimos que São Francisco vivia em uma pequena toca (cabana) com seus seguidores, local onde mais tarde vieram a cuidar dos pobres e leprosos.
Portanto, "Toca" é o lugar que o coração de cada membro da Fraternidade acolherá os pobres irmãos de rua, o lugar onde eles encontrarão o amor de Deus por serem amados e acolhidos.
Onde está a Toca está o pobre e onde está o pobre está a Toca, unindo os pobres à Eucarístia de Nosso Deus!
(Texto extraido da Revista da Toca de Assis)
É uma Fraternidade de Amor, Adoração e Acolhimento.
A Toca de Assis é uma Fraternidade Católica que se inspirou nos ensinamentos de São Francisco, em seu zelo eucarístico e amor aos pobres.
É formada pelos religiosos, os Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento, Instituto de Vida Consagrada não clerical, e também pelos leigos, que não aspiram a vida religiosa, mas vivem o carisma. Os leigos assumem o compromisso de servir a Fraternidade, auxiliando as Casas Fraternas em suas necessidades vivendo juntamente com os Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento o carisma de adoração e cuidado aos pobres sofredores.
No centro dessa família está Jesus Sacramentado e nossos pequeninos.
Também faz parte de nossa família os amigos e benfeitores, aqueles que se comprometem mensalmente com doações para o sustento de nossas casas, sendo canal da providência de Deus no nosso dia-a-dia.
Somos uma grande família!
Por que o nome Toca de Assis?
"O feliz pai Francisco e seus filhos viviam em comum oração e silêncio, num lugar perto de Assis, chamado Rivotorto, onde encontraram uma toca ou uma cabana abandonada, era tão apertada que ali mal podiam sentar ou repousar. E muitas vezes não tendo pão comiam rabanetes que mendigavam. Lá se escondiam das chuvas. Após três anos de profunda vivência de amor e fraternidade, este lugar foi transformado em um local de acolhimento dos pobres e leprosos." (Legenda dos Três companheiros, 13)
Na introdução acima, vimos que São Francisco vivia em uma pequena toca (cabana) com seus seguidores, local onde mais tarde vieram a cuidar dos pobres e leprosos.
Portanto, "Toca" é o lugar que o coração de cada membro da Fraternidade acolherá os pobres irmãos de rua, o lugar onde eles encontrarão o amor de Deus por serem amados e acolhidos.
Onde está a Toca está o pobre e onde está o pobre está a Toca, unindo os pobres à Eucarístia de Nosso Deus!
(Texto extraido da Revista da Toca de Assis)
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Tau de São Francisco
O TAU na vocação Franciscana
O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz.
As duas maiores influências diretas em São Francisco de Assis, em relação ao TAU, foram os antonianos e o Quarto Concílio Luterano.
São Francisco de Assis tomou o TAU e seu significado dos antonianos. Eles eram uma comunidade religiosa masculina, fundada em 1095, cuja única função era cuidar dos leprosos.
Em seus hábitos era pintada uma grande cruz. São Francisco de Assis tinha relações muito familiares com eles, porque trabalhavam no leprosário de Assis, no Hospital de São Brás, em Roma, onde Francisco esteve hospedado.
No princípio de sua conversão, São Francisco de Assis encontrou os antonianos e seu símbolo do TAU. Mas a influência mais forte que fez do TAU um símbolo tão querido para Francisco e pela qual ele se tornou sua assinatura, foi a do Concílio de Latrão. Os historiadores geralmente admitem que São Francisco de Assis estava presente nesse Concílio, no qual o Papa Inocêncio III fez o discurso de abertura, incorporando em sua homilia a passagem de Ezequiel (9,4) que diz que os eleitos, os escolhidos serão marcados com o sinal do TAU: "Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a grandes abominações que na cidade se cometem" e acrescenta: "O TAU é a última letra do alfabeto hebraico e a sua forma representa a cruz, exatamente tal e qual foi a cruz antes de ser nela fixada a placa com inscrição de Pilatos. O TAU é o sinal que o homem porta na fronte quando - como diz o apóstolo - crucifica o corpo com os seus pecados quando diz: 'Não quero gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo' (...) Sejam portanto mestres desta cruz!
O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz.
As duas maiores influências diretas em São Francisco de Assis, em relação ao TAU, foram os antonianos e o Quarto Concílio Luterano.
São Francisco de Assis tomou o TAU e seu significado dos antonianos. Eles eram uma comunidade religiosa masculina, fundada em 1095, cuja única função era cuidar dos leprosos.
Em seus hábitos era pintada uma grande cruz. São Francisco de Assis tinha relações muito familiares com eles, porque trabalhavam no leprosário de Assis, no Hospital de São Brás, em Roma, onde Francisco esteve hospedado.
No princípio de sua conversão, São Francisco de Assis encontrou os antonianos e seu símbolo do TAU. Mas a influência mais forte que fez do TAU um símbolo tão querido para Francisco e pela qual ele se tornou sua assinatura, foi a do Concílio de Latrão. Os historiadores geralmente admitem que São Francisco de Assis estava presente nesse Concílio, no qual o Papa Inocêncio III fez o discurso de abertura, incorporando em sua homilia a passagem de Ezequiel (9,4) que diz que os eleitos, os escolhidos serão marcados com o sinal do TAU: "Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a grandes abominações que na cidade se cometem" e acrescenta: "O TAU é a última letra do alfabeto hebraico e a sua forma representa a cruz, exatamente tal e qual foi a cruz antes de ser nela fixada a placa com inscrição de Pilatos. O TAU é o sinal que o homem porta na fronte quando - como diz o apóstolo - crucifica o corpo com os seus pecados quando diz: 'Não quero gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo' (...) Sejam portanto mestres desta cruz!
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Clara de Assis
Santa Clara, clareai!
Clara Favarone nasceu em Assis, Itália, em 16 de julho de 1194.
De família nobre, ainda criança gostava de ouvir falar de Deus. Lia e meditava o evangelho. Observava a pobreza e se sensibilizava com ela.
O contexto medieval em que Clara viveu foi um tempo crítico de transformações políticas, sociais e eclesiais. Havia rupturas contínuas e o sistema feudal sofria forte crise. As cidades se expandiam e a burguesia emergia na sociedade. Os nobres na Itália viviam seu dramático declínio e as comunas entravam em conflito entre si.
A Igreja, desorientada perante tal situação, ia formando numerosos movimentos religiosos, baseados no retorno à vida evangélica e apostólica, que acentuavam a pobreza, a fraternidade, o testemunho e a pregação evangélica.
É neste contexto que Clara, aos 18 anos, em plena beleza física, recusa um pedido de casamento, abandona seu confortável lar e sua riqueza para se consagrar a Deus e à vida religiosa.
Isto ocorreu por volta de 1212, quando uma pregação de Francisco de Assis, seu conterrâneo, cativou-a. Havia se identificado com a causa de Francisco. Acolher e ajudar os pobres, amar a natureza e pregar o evangelho passaram a ser seus objetivos de vida.
Assim em conjunto, irmão sol, irmã lua, Francisco e Clara, procuravam em tudo viver o ideal franciscano da pobreza. Clara, mesmo sendo 11 anos mais nova que Francisco, tornou-se sua amiga íntima e fiel discípula. Juntos fundaram a Segunda Ordem Franciscana, que hoje chamamos de Clarissas.
Enclausurada, pobre e humilde, Clara possuía uma jornada espiritual marcada por traços de intimidade profunda com o Senhor. Segundo relatos, um dia Francisco mandou dizer à Clara que rezasse a Deus para que ele pudesse saber o que mais Lhe agradava: dedicar-se à oração ou à pregação. Após muita oração e pedidos de Clara, o Senhor respondeu que sua vontade é que Francisco fosse pelo mundo a pregar, pois não o havia escolhido para Ele somente, mas ainda para a salvação dos outros!
A missão de Clara e das Irmãs Claríssas, ontem, hoje e sempre, se efetuará através da vida silenciosa e orante, marcando presença fraterna e co-participante em todos os setores da Igreja, sobretudo onde estiver os mais necessitados.
Clara de Assis faleceu em 11 de agosto de 1253. E já no ano seguinte Alexandre IX, Pontífice da Igreja na época, canonizou-a na Catedral de Anagni. Desde 03 de agosto de 1260 seu corpo intacto está na Igreja de Santa Clara em Assis, onde, até hoje, é velado.
Numa época em que se valoriza tanto a questão da presença e da colaboração feminina na sociedade civil e na Igreja, é realmente oportuno falar de uma mulher que continua irradiando seu carisma nascido 800 anos atrás.
Clara Favarone nasceu em Assis, Itália, em 16 de julho de 1194.
De família nobre, ainda criança gostava de ouvir falar de Deus. Lia e meditava o evangelho. Observava a pobreza e se sensibilizava com ela.
O contexto medieval em que Clara viveu foi um tempo crítico de transformações políticas, sociais e eclesiais. Havia rupturas contínuas e o sistema feudal sofria forte crise. As cidades se expandiam e a burguesia emergia na sociedade. Os nobres na Itália viviam seu dramático declínio e as comunas entravam em conflito entre si.
A Igreja, desorientada perante tal situação, ia formando numerosos movimentos religiosos, baseados no retorno à vida evangélica e apostólica, que acentuavam a pobreza, a fraternidade, o testemunho e a pregação evangélica.
É neste contexto que Clara, aos 18 anos, em plena beleza física, recusa um pedido de casamento, abandona seu confortável lar e sua riqueza para se consagrar a Deus e à vida religiosa.
Isto ocorreu por volta de 1212, quando uma pregação de Francisco de Assis, seu conterrâneo, cativou-a. Havia se identificado com a causa de Francisco. Acolher e ajudar os pobres, amar a natureza e pregar o evangelho passaram a ser seus objetivos de vida.
Assim em conjunto, irmão sol, irmã lua, Francisco e Clara, procuravam em tudo viver o ideal franciscano da pobreza. Clara, mesmo sendo 11 anos mais nova que Francisco, tornou-se sua amiga íntima e fiel discípula. Juntos fundaram a Segunda Ordem Franciscana, que hoje chamamos de Clarissas.
Enclausurada, pobre e humilde, Clara possuía uma jornada espiritual marcada por traços de intimidade profunda com o Senhor. Segundo relatos, um dia Francisco mandou dizer à Clara que rezasse a Deus para que ele pudesse saber o que mais Lhe agradava: dedicar-se à oração ou à pregação. Após muita oração e pedidos de Clara, o Senhor respondeu que sua vontade é que Francisco fosse pelo mundo a pregar, pois não o havia escolhido para Ele somente, mas ainda para a salvação dos outros!
A missão de Clara e das Irmãs Claríssas, ontem, hoje e sempre, se efetuará através da vida silenciosa e orante, marcando presença fraterna e co-participante em todos os setores da Igreja, sobretudo onde estiver os mais necessitados.
Clara de Assis faleceu em 11 de agosto de 1253. E já no ano seguinte Alexandre IX, Pontífice da Igreja na época, canonizou-a na Catedral de Anagni. Desde 03 de agosto de 1260 seu corpo intacto está na Igreja de Santa Clara em Assis, onde, até hoje, é velado.
Numa época em que se valoriza tanto a questão da presença e da colaboração feminina na sociedade civil e na Igreja, é realmente oportuno falar de uma mulher que continua irradiando seu carisma nascido 800 anos atrás.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Oração de São Francisco
Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Comentário da festa Julina 2007

Foi uma festa muito bonita, muito alegre! Foi preparada com muito carinho por todos os movimentos e a nossa comunidade ajudou muito de várias formas: participando, doando seu tempo, ajudando materialmente. O que mais me tocou foi a integração de todas as pessoas envolvidas pois o intuito de todos era para que tudo desse certo. Que Deus possa recompensar cada uma dessas pessoas. Obrigada a todos!
Dilce
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Biografia de São Francisco de Assis
São Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis na Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios.
Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.
Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".
Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.
Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."
A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.
No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.
A Ordem Franciscana cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem.
Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje.
Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.
Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado.
Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.
São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.
Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.
Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.
Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".
Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.
Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."
A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.
No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.
A Ordem Franciscana cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem.
Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje.
Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.
Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado.
Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.
São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.
Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.
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