terça-feira, 31 de julho de 2007

Toca de Assis

"A Toca nasceu na rua. Hoje é uma rua murada.
É uma Fraternidade de Amor, Adoração e Acolhimento.

A Toca de Assis é uma Fraternidade Católica que se inspirou nos ensinamentos de São Francisco, em seu zelo eucarístico e amor aos pobres.

É formada pelos religiosos, os Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento, Instituto de Vida Consagrada não clerical, e também pelos leigos, que não aspiram a vida religiosa, mas vivem o carisma. Os leigos assumem o compromisso de servir a Fraternidade, auxiliando as Casas Fraternas em suas necessidades vivendo juntamente com os Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento o carisma de adoração e cuidado aos pobres sofredores.

No centro dessa família está Jesus Sacramentado e nossos pequeninos.

Também faz parte de nossa família os amigos e benfeitores, aqueles que se comprometem mensalmente com doações para o sustento de nossas casas, sendo canal da providência de Deus no nosso dia-a-dia.

Somos uma grande família!

Por que o nome Toca de Assis?

"O feliz pai Francisco e seus filhos viviam em comum oração e silêncio, num lugar perto de Assis, chamado Rivotorto, onde encontraram uma toca ou uma cabana abandonada, era tão apertada que ali mal podiam sentar ou repousar. E muitas vezes não tendo pão comiam rabanetes que mendigavam. Lá se escondiam das chuvas. Após três anos de profunda vivência de amor e fraternidade, este lugar foi transformado em um local de acolhimento dos pobres e leprosos." (Legenda dos Três companheiros, 13)



Na introdução acima, vimos que São Francisco vivia em uma pequena toca (cabana) com seus seguidores, local onde mais tarde vieram a cuidar dos pobres e leprosos.

Portanto, "Toca" é o lugar que o coração de cada membro da Fraternidade acolherá os pobres irmãos de rua, o lugar onde eles encontrarão o amor de Deus por serem amados e acolhidos.

Onde está a Toca está o pobre e onde está o pobre está a Toca, unindo os pobres à Eucarístia de Nosso Deus!
(Texto extraido da Revista da Toca de Assis)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Tau de São Francisco

O TAU na vocação Franciscana

O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz.

As duas maiores influências diretas em São Francisco de Assis, em relação ao TAU, foram os antonianos e o Quarto Concílio Luterano.

São Francisco de Assis tomou o TAU e seu significado dos antonianos. Eles eram uma comunidade religiosa masculina, fundada em 1095, cuja única função era cuidar dos leprosos.


Em seus hábitos era pintada uma grande cruz. São Francisco de Assis tinha relações muito familiares com eles, porque trabalhavam no leprosário de Assis, no Hospital de São Brás, em Roma, onde Francisco esteve hospedado.

No princípio de sua conversão, São Francisco de Assis encontrou os antonianos e seu símbolo do TAU. Mas a influência mais forte que fez do TAU um símbolo tão querido para Francisco e pela qual ele se tornou sua assinatura, foi a do Concílio de Latrão. Os historiadores geralmente admitem que São Francisco de Assis estava presente nesse Concílio, no qual o Papa Inocêncio III fez o discurso de abertura, incorporando em sua homilia a passagem de Ezequiel (9,4) que diz que os eleitos, os escolhidos serão marcados com o sinal do TAU: "Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a grandes abominações que na cidade se cometem" e acrescenta: "O TAU é a última letra do alfabeto hebraico e a sua forma representa a cruz, exatamente tal e qual foi a cruz antes de ser nela fixada a placa com inscrição de Pilatos. O TAU é o sinal que o homem porta na fronte quando - como diz o apóstolo - crucifica o corpo com os seus pecados quando diz: 'Não quero gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo' (...) Sejam portanto mestres desta cruz!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Clara de Assis

Santa Clara, clareai!


Clara Favarone nasceu em Assis, Itália, em 16 de julho de 1194.
De família nobre, ainda criança gostava de ouvir falar de Deus. Lia e meditava o evangelho. Observava a pobreza e se sensibilizava com ela.
O contexto medieval em que Clara viveu foi um tempo crítico de transformações políticas, sociais e eclesiais. Havia rupturas contínuas e o sistema feudal sofria forte crise. As cidades se expandiam e a burguesia emergia na sociedade. Os nobres na Itália viviam seu dramático declínio e as comunas entravam em conflito entre si.
A Igreja, desorientada perante tal situação, ia formando numerosos movimentos religiosos, baseados no retorno à vida evangélica e apostólica, que acentuavam a pobreza, a fraternidade, o testemunho e a pregação evangélica.
É neste contexto que Clara, aos 18 anos, em plena beleza física, recusa um pedido de casamento, abandona seu confortável lar e sua riqueza para se consagrar a Deus e à vida religiosa.
Isto ocorreu por volta de 1212, quando uma pregação de Francisco de Assis, seu conterrâneo, cativou-a. Havia se identificado com a causa de Francisco. Acolher e ajudar os pobres, amar a natureza e pregar o evangelho passaram a ser seus objetivos de vida.
Assim em conjunto, irmão sol, irmã lua, Francisco e Clara, procuravam em tudo viver o ideal franciscano da pobreza. Clara, mesmo sendo 11 anos mais nova que Francisco, tornou-se sua amiga íntima e fiel discípula. Juntos fundaram a Segunda Ordem Franciscana, que hoje chamamos de Clarissas.
Enclausurada, pobre e humilde, Clara possuía uma jornada espiritual marcada por traços de intimidade profunda com o Senhor. Segundo relatos, um dia Francisco mandou dizer à Clara que rezasse a Deus para que ele pudesse saber o que mais Lhe agradava: dedicar-se à oração ou à pregação. Após muita oração e pedidos de Clara, o Senhor respondeu que sua vontade é que Francisco fosse pelo mundo a pregar, pois não o havia escolhido para Ele somente, mas ainda para a salvação dos outros!
A missão de Clara e das Irmãs Claríssas, ontem, hoje e sempre, se efetuará através da vida silenciosa e orante, marcando presença fraterna e co-participante em todos os setores da Igreja, sobretudo onde estiver os mais necessitados.
Clara de Assis faleceu em 11 de agosto de 1253. E já no ano seguinte Alexandre IX, Pontífice da Igreja na época, canonizou-a na Catedral de Anagni. Desde 03 de agosto de 1260 seu corpo intacto está na Igreja de Santa Clara em Assis, onde, até hoje, é velado.
Numa época em que se valoriza tanto a questão da presença e da colaboração feminina na sociedade civil e na Igreja, é realmente oportuno falar de uma mulher que continua irradiando seu carisma nascido 800 anos atrás.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Oração de São Francisco

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Comentário da festa Julina 2007


Foi uma festa muito bonita, muito alegre! Foi preparada com muito carinho por todos os movimentos e a nossa comunidade ajudou muito de várias formas: participando, doando seu tempo, ajudando materialmente. O que mais me tocou foi a integração de todas as pessoas envolvidas pois o intuito de todos era para que tudo desse certo. Que Deus possa recompensar cada uma dessas pessoas. Obrigada a todos!
Dilce

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Biografia de São Francisco de Assis

São Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis na Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios.

Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.

Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".

Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.

Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."

A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.

No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.

A Ordem Franciscana cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem.

Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje.

Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.

Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado.

Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.

São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.

Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.